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Data warehouses centralizam informações vitais para a inteligência de negócios, mas o desempenho das consultas frequentemente se degrada com o aumento do volume de dados.
Esse atraso na entrega de relatórios e painéis analíticos cria um gargalo operacional. A lentidão compromete a agilidade das equipes de negócio para tomar decisões estratégicas.
O problema geralmente reside na camada de armazenamento, que não foi projetada para suportar a carga intensa e contínua de leituras sequenciais massivas.
Por isso, a discussão se volta para uma arquitetura de storage com foco em alto throughput, capaz de sustentar as operações analíticas sem se tornar um ponto de falha.

O gargalo de I/O em data warehouses
Um sistema de armazenamento para data warehouse enfrenta um perfil de I/O muito específico, dominado por leituras sequenciais de grandes blocos de dados, e um storage genérico que não entrega o throughput sustentado para essas operações se torna o principal gargalo de desempenho, estendendo o tempo de espera por relatórios e análises críticas para o negócio.
A carga de trabalho analítica, ou OLAP, difere fundamentalmente da carga transacional, OLTP. Ambientes OLTP geram muitas operações de I/O pequenas e aleatórias, onde a métrica principal é o IOPS.
Em contrapartida, as consultas em um data warehouse leem gigabytes de dados de uma só vez para realizar agregações e cruzamentos. Aqui, o throughput, medido em MB/s, define a performance.
Quando um analista executa uma consulta complexa, o servidor de banco de dados pode ter CPU e memória disponíveis. O problema real é a fila de disco que cresce sem parar.
Essa limitação no subsistema de armazenamento atrasa a entrega de insights. A capacidade da empresa de reagir a mudanças de mercado fica diretamente prejudicada.
A infraestrutura precisa, portanto, ser desenhada para alimentar o banco de dados com dados na velocidade que ele consegue processar.
Arquitetura de storage para alto throughput
Sistemas de armazenamento modernos, como as soluções da Infortrend, adotam arquiteturas que priorizam a taxa de transferência. Uma estrutura com controladoras duplas é fundamental.
Esse arranjo não apenas oferece redundância para alta disponibilidade. Ele também opera em modo ativo-ativo para balancear a carga de I/O e dobrar o número de caminhos disponíveis.
A conectividade de rede também é um pilar para o alto throughput. Interfaces de 10GbE ou 25GbE para iSCSI e NFS são o ponto de partida.
Em ambientes com maior demanda, o Fibre Channel (FC) de 16Gb ou 32Gb se torna a escolha natural para a conectividade SAN. Isso garante que a rede não limite a capacidade do storage.
A segregação de tráfego com VLANs dedicadas para o armazenamento impede que a rede corporativa dispute banda com as consultas analíticas. Essa separação mantém a previsibilidade do desempenho.
Um sistema unificado SAN e NAS permite que a equipe de infraestrutura use o protocolo ideal para cada tarefa. O bloco SAN para os arquivos de dados do banco e o arquivo NAS para áreas de preparação e relatórios.

O papel do cache e do tiering
Para acelerar ainda mais as consultas, sistemas de armazenamento híbridos combinam a capacidade dos discos rígidos (HDDs) com a velocidade das unidades de estado sólido (SSDs). Eles usam os SSDs como uma camada de cache inteligente.
O mecanismo de cache SSD identifica os blocos de dados mais acessados. Ele os promove para a camada de SSD de forma automática.
Quando uma consulta analítica acessa esses "dados quentes", a leitura ocorre diretamente dos SSDs. Isso reduz drasticamente a latência da operação.
O ganho se torna perceptível em relatórios recorrentes. As consultas sobre dados recentes, por exemplo, são atendidas com agilidade muito maior.
O tiering automatizado é uma evolução dessa lógica. O sistema move blocos de dados entre as camadas de SSD e HDD com base na frequência de uso, sem intervenção manual.
Assim, o administrador do sistema define uma política, e o storage otimiza a localização dos dados para equilibrar custo e desempenho. Dados históricos e frios migram para os HDDs de alta capacidade, liberando o espaço nobre dos SSDs.
Proteção de dados sem impactar o desempenho
A proteção dos dados em um data warehouse é uma operação crítica. Ela não pode comprometer o desempenho das consultas analíticas em produção.
Snapshots no nível do storage criam cópias instantâneas e pontuais de volumes inteiros. O impacto na performance durante a criação do snapshot é mínimo.
Com um snapshot, a equipe de banco de dados pode reverter uma carga de dados mal-sucedida em minutos. Isso evita um processo de restauração completo a partir do backup, que seria lento e disruptivo.
A escolha do nível de RAID também influencia a resiliência e a performance. O RAID 6 protege contra a falha simultânea de dois discos, uma segurança importante em arranjos com muitos HDDs.
Já o RAID 10 oferece a melhor performance de leitura entre as configurações redundantes. Ele é ideal para acelerar as consultas do data warehouse, embora com um custo maior por gigabyte.
A replicação assíncrona para um segundo sistema de armazenamento cria uma cópia de recuperação de desastres. Esse processo não adiciona latência às operações do ambiente primário.

Gerenciamento e escalabilidade da infraestrutura
O volume de dados em um data warehouse cresce de forma contínua e acelerada. A infraestrutura de armazenamento precisa acompanhar essa expansão sem paradas longas.
Sistemas de armazenamento com arquitetura scale-up, como os da Infortrend, permitem a adição de capacidade por meio de gavetas de expansão (JBODs). O processo é simples e não exige a troca das controladoras principais.
Essa abordagem permite que a empresa aumente a capacidade bruta e o número de discos. Mais discos significam mais paralelismo e maior throughput agregado.
O uso de thin provisioning simplifica o planejamento de capacidade. O administrador aloca um volume grande para o servidor de banco de dados, mas o storage só consome espaço físico à medida que os dados são gravados.
Uma interface de gerenciamento centralizada unifica o monitoramento de desempenho e a configuração de volumes. A equipe de infraestrutura visualiza o throughput em tempo real e identifica gargalos antes que eles impactem os usuários.
Aplicações adequadas e limites
Essa arquitetura de storage híbrido se destaca em empresas que usam plataformas de BI. Ferramentas como Power BI, Tableau ou Qlik se beneficiam diretamente do alto throughput.
Processos de ETL também são acelerados. A extração, transformação e carga de dados envolvem leituras e escritas massivas que demandam uma infraestrutura de I/O robusta.
A flexibilidade de um sistema unificado SAN e NAS atende bem a diferentes estágios do ciclo de vida dos dados analíticos. O storage se adapta às necessidades da aplicação.
A limitação aparece em cenários de escala extrema. Data warehouses com múltiplos petabytes e altíssima concorrência podem exigir uma arquitetura all-flash distribuída.
Para a maioria das médias e grandes empresas, no entanto, a abordagem híbrida oferece o melhor equilíbrio. Ela combina desempenho para consultas, capacidade para crescimento e um custo total de propriedade bastante competitivo.

Avaliando a infraestrutura de armazenamento
A escolha do storage para um data warehouse é uma decisão de arquitetura com impacto direto na agilidade do negócio.
Um sistema genérico falha sob a carga analítica, mas uma solução SAN/NAS projetada para throughput entrega a performance necessária para as consultas mais complexas.
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