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O que é NGS e como essa tecnologia mudou a geração de dados em pesquisa

Índice:

O sequenciamento de nova geração (NGS) transformou a pesquisa biológica e médica, mas gerou um volume de dados brutos sem precedentes.

Essa avalanche de informação satura rapidamente discos locais e servidores de arquivos convencionais.

Sem uma base de armazenamento adequada, pipelines de análise travam e a colaboração entre equipes de pesquisa perde agilidade.

Por isso, a discussão sobre a arquitetura de dados se tornou central para a continuidade operacional desses centros.

O impacto do NGS na infraestrutura

O impacto do NGS na infraestrutura

O Next-Generation Sequencing (NGS) produz terabytes de dados brutos por execução em um único equipamento, exigindo uma infraestrutura de armazenamento que vá além da simples capacidade para oferecer alto throughput para processamento, organização para colaboração entre pesquisadores e uma política de retenção que garanta a integridade e a disponibilidade dos resultados por anos.

Cada ciclo de sequenciamento gera arquivos massivos. Os dados brutos, em formato BCL, precisam ser convertidos para arquivos FASTQ, que por sua vez são alinhados e processados em formatos como BAM e VCF.

Esse fluxo de trabalho consome um espaço de armazenamento considerável. Um único projeto pode facilmente ultrapassar dezenas de terabytes.

A infraestrutura legada, baseada em servidores com discos internos ou em sistemas de armazenamento de baixo desempenho, não suporta essa escala. O volume cresce sem parar.

O resultado é a fragmentação dos dados. Pesquisadores acabam guardando arquivos importantes em HDs externos ou em múltiplos servidores departamentais, sem um controle centralizado.

Essa desorganização dificulta a colaboração, compromete a segurança dos dados e torna a tarefa de backup praticamente impossível.

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Arquitetura de armazenamento para dados genômicos

A resposta para o desafio do NGS é uma arquitetura de armazenamento centralizada e de alto desempenho. Um sistema de storage NAS robusto se torna o núcleo da infraestrutura de dados.

Essa estrutura consolida os dados de múltiplos sequenciadores e estações de análise em um único repositório. Isso simplifica a gestão e o acesso.

O acesso a esses volumes massivos depende de uma rede robusta. A infraestrutura de rede precisa suportar o tráfego intenso, geralmente com links de 10GbE ou superiores para os nós de processamento e para o storage.

Protocolos de rede como NFS ou SMB permitem que os clusters de computação de alto desempenho (HPC) montem os volumes de dados diretamente. Isso acelera as rotinas de análise.

A arquitetura do storage precisa ser projetada para throughput sequencial elevado. A escrita dos dados brutos dos sequenciadores e a leitura durante as fases de alinhamento e análise exigem uma performance de disco consistente.

Governança e acesso em ambientes de pesquisa

Governança e acesso em ambientes de pesquisa

Em um centro de pesquisa, múltiplos projetos e equipes operam simultaneamente. Um controle de acesso granular é fundamental para a organização e a segurança dos dados.

Um storage NAS corporativo integra-se com serviços de diretório como Active Directory ou LDAP. Isso permite que o administrador de TI gerencie permissões de forma centralizada, usando as mesmas credenciais corporativas.

A equipe de bioinformática, por exemplo, pode ter acesso de leitura e escrita aos diretórios com dados brutos e em processamento. Outros grupos de pesquisa recebem acesso somente leitura aos resultados finais.

Essa segregação de acesso evita modificações acidentais. A trilha de acesso se torna essencial.

Sistemas de armazenamento modernos registram todas as operações de acesso aos arquivos. Essa trilha de auditoria é vital para a reprodutibilidade científica e para a conformidade com normas de proteção de dados.

Sem esse controle, fica difícil rastrear quem acessou, modificou ou excluiu um determinado conjunto de dados, o que gera um risco operacional significativo.

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Proteção e retenção de dados científicos

Dados genômicos representam um investimento substancial em tempo e recursos. A perda desses dados por falha de hardware, erro humano ou ataque de ransomware é inaceitável.

É importante entender que RAID não é backup. A redundância de discos protege contra a falha de um componente, mas não contra a exclusão de arquivos ou a criptografia por malware.

A primeira camada de proteção vem com snapshots. O sistema de armazenamento pode criar cópias instantâneas e pontuais dos volumes de dados, com baixo impacto no desempenho.

Se um analista cometer um erro em um pipeline ou excluir um diretório por engano, o administrador do sistema restaura o estado anterior a partir de um snapshot em minutos. Isso evita a repetição de horas ou dias de processamento.

Para a retenção de longo prazo e a recuperação de desastres, uma política de backup robusta é indispensável. Fazer backup de petabytes de dados estoura janelas de cópia tradicionais.

A estratégia frequentemente envolve uma abordagem 3-2-1 adaptada, com uma cópia dos dados em um segundo sistema de storage NAS, preferencialmente em outra localidade, ou em bibliotecas de fita LTO para arquivamento de custo mais baixo.

Desempenho para análise e processamento

Desempenho para análise e processamento

A performance de um sistema de armazenamento para NGS não é medida apenas por sua capacidade em terabytes. A velocidade de leitura e escrita, medida em throughput e IOPS, é igualmente crítica.

O fluxo de trabalho de bioinformática gera um perfil de I/O misto e exigente. Os sequenciadores realizam escritas sequenciais massivas, enquanto os clusters de análise executam leituras aleatórias intensivas em múltiplos arquivos.

Essa disputa de I/O pode criar gargalos sérios. Um storage subdimensionado atrasa todo o pipeline de descoberta científica.

Sistemas de armazenamento modernos utilizam diferentes tecnologias para mitigar esse problema. O uso de cache com SSDs, por exemplo, acelera as operações de leitura mais frequentes e melhora a latência geral do sistema.

A segregação do tráfego em redes distintas também ajuda. Uma VLAN pode ser dedicada ao tráfego entre os clusters de processamento e o storage, isolando a carga de análise da rede corporativa geral.

Isso garante que as rotinas de bioinformática não impactem outros serviços e que o desempenho do armazenamento se mantenha previsível sob carga.

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Aplicações e limites da infraestrutura centralizada

Adotar um storage NAS centralizado para dados de NGS traz benefícios claros em gestão, segurança e colaboração. A consolidação dos dados em uma única plataforma simplifica o backup e a aplicação de políticas de retenção.

Essa abordagem funciona muito bem para centros de pesquisa de médio e grande porte. A centralização permite que a equipe de TI mantenha um controle rigoroso sobre um ativo valioso.

No entanto, a própria centralização pode se tornar um ponto de atenção. Um único sistema de armazenamento, se não for projetado com resiliência, representa um ponto único de falha.

A resposta não é descentralizar, mas construir resiliência na arquitetura central. Isso inclui componentes redundantes como fontes de alimentação e controladoras, além de uma sólida estratégia de backup e recuperação.

Outro limite aparece quando a escala de processamento se torna extrema. Em ambientes com dezenas de sequenciadores e centenas de nós de análise, uma arquitetura de armazenamento em cluster ou paralela pode ser necessária para distribuir a carga de I/O.

Para a maioria dos centros de pesquisa, um storage NAS de alta performance bem dimensionado oferece o equilíbrio ideal entre desempenho, capacidade de gestão e custo.

Avaliando a infraestrutura de dados científicos

Avaliando a infraestrutura de dados científicos

A infraestrutura de armazenamento deixou de ser um item secundário no orçamento de um centro de pesquisa. Ela é uma peça fundamental que habilita ou limita o avanço científico.

A escolha da solução correta depende de uma análise cuidadosa do volume de dados gerado, dos fluxos de trabalho de análise e das políticas de retenção e colaboração da instituição.

Uma conversa com especialistas em infraestrutura de dados ajuda a alinhar a tecnologia com os objetivos da pesquisa. A equipe da Storage House está preparada para desenhar e implementar uma solução de armazenamento que responda às demandas do seu centro de pesquisa.

Edgar Carvalho

Edgar Carvalho

Especialista em Storage
"Engenheiro de computação com mais de 12 anos atuando em infraestrutura de TI e soluções de armazenamento, assessoro empresas e integradores na escolha de NAS, DAS, JBOD e soluções all-flash ou híbridas. Com experiência em produtos Qnap, Synology, Infortrend e grandes fabricantes, traduzo especificações técnicas em recomendações práticas para compras e projetos. Comprometo-me com a missão da Storage House."

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