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Por que ambientes analíticos exigem mais do que capacidade bruta para funcionar bem

Índice:

A empresa acumula terabytes de dados brutos em um repositório central. Mesmo assim, a equipe de Business Intelligence enfrenta lentidão para gerar relatórios simples.

Consultas que deveriam levar minutos se arrastam por horas e frequentemente travam. A infraestrutura de armazenamento, embora grande em capacidade, se torna um gargalo operacional.

O problema raramente está no volume de dados, mas na forma como a infraestrutura de TI responde às requisições. Ambientes analíticos possuem um padrão de acesso que desafia sistemas de armazenamento genéricos.

Entender essa dinâmica é o primeiro passo para projetar uma base de armazenamento que realmente acelere a análise de dados, em vez de apenas guardá-los.

O gargalo além da capacidade bruta

O gargalo além da capacidade bruta

Um ambiente de Business Intelligence ou de análise de dados bem-sucedido depende diretamente da agilidade com que a infraestrutura de armazenamento entrega a informação para as ferramentas de processamento, pois a simples capacidade em terabytes não garante que as consultas complexas e os jobs de ETL executem dentro da janela esperada, gerando um impacto direto na tomada de decisão do negócio.

O foco excessivo em custo por gigabyte ignora a natureza da carga de trabalho analítica. Essa carga é caracterizada por leituras intensivas e, muitas vezes, aleatórias sobre grandes conjuntos de dados.

Um analista de negócios pode disparar uma consulta que precisa varrer milhões de registros em tabelas diferentes. Se o subsistema de disco não sustentar o throughput necessário, a operação inteira atrasa.

Vários analistas trabalhando de forma simultânea criam um cenário de I/O concorrente. Em sistemas mal dimensionados, essa concorrência gera uma disputa por recursos que degrada o desempenho para todos.

A latência se torna um inimigo silencioso. Cada milissegundo de atraso na resposta do disco é multiplicado pelo número de operações de leitura na consulta, e o resultado final é uma espera frustrante.

Por isso, a arquitetura de armazenamento para BI deve ser avaliada por métricas de desempenho como IOPS e throughput. A capacidade é apenas o pré-requisito básico.

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Arquitetura de rede e armazenamento

A forma como o storage se conecta à rede é fundamental. Ambientes analíticos se beneficiam enormemente de uma infraestrutura de rede dedicada e bem segmentada.

O ideal é separar o tráfego de dados analíticos da rede corporativa geral. Isso é feito com VLANs dedicadas ou até mesmo com switches físicos separados para a comunicação entre servidores de aplicação e o storage.

Essa segregação impede que picos de uso na rede de usuários afetem a performance dos jobs de BI. A previsibilidade do desempenho melhora bastante.

A escolha do protocolo de acesso também importa. Em muitos casos, um storage NAS que serve arquivos via NFS ou SMB sobre uma rede de 10GbE atende bem a cargas de trabalho baseadas em arquivos.

Para bancos de dados que sustentam o data warehouse, o acesso em nível de bloco via iSCSI costuma oferecer uma latência menor. Ele apresenta um volume diretamente ao sistema operacional do servidor de banco de dados.

Essa abordagem com iSCSI em uma VLAN isolada cria um ambiente muito similar a uma SAN Fibre Channel, mas com o custo e a simplicidade de gerenciamento da tecnologia Ethernet.

Desempenho sob carga analítica

Desempenho sob carga analítica

A carga de trabalho analítica é diferente de um servidor de arquivos tradicional. Ela combina leituras sequenciais massivas com picos de leituras aleatórias.

Jobs de ETL, por exemplo, normalmente executam leituras sequenciais longas para carregar dados. Para essa tarefa, o throughput (MB/s) do sistema de armazenamento é o indicador de desempenho mais importante.

Já as consultas ad-hoc de analistas geram um padrão de acesso mais aleatório. Nesse caso, a capacidade do sistema de entregar um alto número de operações de entrada e saída por segundo (IOPS) faz toda a diferença.

Uma arquitetura híbrida com discos SAS ou NL-SAS para capacidade e um cache de leitura e escrita em SSD é uma solução bastante eficaz. O sistema de armazenamento identifica os blocos de dados mais acessados e os promove para a camada de cache em SSD.

Isso acelera drasticamente as consultas repetitivas e o acesso a índices de bancos de dados. A diferença na resposta para o usuário final fica bem clara.

A configuração de RAID também influencia. Arranjos como RAID 10 oferecem ótimo desempenho de leitura e escrita aleatória, enquanto RAID 6 prioriza a proteção de dados e o desempenho de leitura sequencial.

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Governança e proteção dos dados

Ambientes de BI lidam com informações estratégicas e sensíveis. A governança sobre quem acessa o quê e a proteção contra perda de dados são inegociáveis.

Um storage NAS corporativo integra-se diretamente com serviços de diretório como Active Directory ou LDAP. Isso permite que a equipe de TI aplique políticas de permissão granulares sobre os dados.

O acesso aos conjuntos de dados pode ser restrito por usuário ou por grupo. Um analista do departamento financeiro não precisa ter acesso aos dados brutos de produção, por exemplo.

A trilha de auditoria é outro recurso vital. O sistema registra todas as operações de acesso, criação, modificação e exclusão de arquivos, e informa quem fez, o que fez e quando fez.

Para proteção de dados, a tecnologia de snapshot é extremamente útil. Ela permite criar cópias instantâneas e pontuais dos volumes de dados com impacto mínimo no desempenho.

Se um job de ETL corromper uma tabela ou um analista excluir um arquivo por engano, o administrador de TI restaura a versão anterior em minutos a partir de um snapshot. Isso evita uma restauração completa a partir do backup, que é muito mais lenta.

Integração com a pilha de BI

Integração com a pilha de BI

O sistema de armazenamento não opera no vácuo. Ele precisa se integrar de forma transparente com as outras peças da infraestrutura de Business Intelligence.

Muitas empresas rodam seus bancos de dados e servidores de aplicação em ambientes virtualizados com VMware ou Hyper-V. O storage precisa fornecer datastores confiáveis e de alto desempenho para essas máquinas virtuais.

Apresentar volumes via iSCSI ou NFS para os hipervisores é uma prática comum. Certificações do fabricante do storage para esses ambientes de virtualização garantem compatibilidade e suporte técnico adequado.

A capacidade de criar clones de volumes ou de máquinas virtuais a partir de snapshots do storage acelera a criação de ambientes de desenvolvimento e teste. A equipe de BI consegue validar novas consultas ou modelos de dados em uma cópia isolada, sem afetar o ambiente de produção.

Essa agilidade operacional reduz o risco de implantar mudanças com erros. O ciclo de desenvolvimento de novas análises se torna mais rápido e seguro.

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Limites e ajustes de arquitetura

Nenhuma arquitetura é universal. Um sistema de armazenamento que funciona bem para um data mart departamental pode não ser suficiente para um data lake corporativo.

Sistemas NAS de entrada, por exemplo, podem sofrer sob a alta concorrência de I/O gerada por dezenas de analistas e múltiplos jobs de ETL rodando ao mesmo tempo. A limitação aparece cedo.

Nesses casos, a solução não é apenas adicionar mais discos. A arquitetura precisa escalar em poder de processamento, memória e conectividade de rede.

Pode ser necessário migrar para um sistema com controladoras duplas em modo ativo-ativo. Essa configuração distribui a carga de trabalho e elimina a controladora como ponto único de falha.

Outra estratégia é a segregação de workloads em volumes ou até em sistemas de armazenamento distintos. Um storage pode ser dedicado aos jobs de ETL, com foco em throughput, enquanto outro atende às consultas ad-hoc, otimizado para IOPS e baixa latência.

A análise contínua do desempenho do ambiente revela os gargalos. O monitoramento de métricas como latência de disco, fila de I/O e utilização da CPU do storage orienta os ajustes finos na infraestrutura.

Planejamento da estrutura correta

Planejamento da estrutura correta

Construir uma infraestrutura para análise de dados que entregue desempenho e agilidade exige um planejamento que vai além da capacidade. É um exercício de arquitetura.

A escolha correta do sistema de armazenamento, a configuração da rede e as políticas de proteção de dados formam a base para que o investimento em BI traga o retorno esperado.

Se seu ambiente analítico sofre com lentidão ou se você está planejando uma nova implantação, converse com os especialistas da Storage House para desenhar a solução mais adequada.

Edgar Carvalho

Edgar Carvalho

Especialista em Storage
"Engenheiro de computação com mais de 12 anos atuando em infraestrutura de TI e soluções de armazenamento, assessoro empresas e integradores na escolha de NAS, DAS, JBOD e soluções all-flash ou híbridas. Com experiência em produtos Qnap, Synology, Infortrend e grandes fabricantes, traduzo especificações técnicas em recomendações práticas para compras e projetos. Comprometo-me com a missão da Storage House."

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