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Data lake e storage NAS: como armazenar grandes volumes de dados com mais controle

Índice:

A multiplicidade de fontes de dados em uma empresa gera volumes de informação dispersos por diferentes servidores e sistemas. Logs de aplicação, métricas de telemetria, planilhas de departamentos e arquivos de projetos ficam isolados em silos de armazenamento distintos.

Essa fragmentação dificulta ou impede análises de negócio consistentes. A equipe de dados perde tempo com a coleta e a normalização da informação, enquanto a infraestrutura sofre com a redundância e a falta de governança.

A consolidação desses ativos em um repositório único se torna uma necessidade operacional. É preciso criar uma arquitetura que suporte a ingestão de dados heterogêneos e facilite o acesso para ferramentas de análise.

Um sistema de armazenamento bem projetado funciona como a fundação para essa estratégia, ao unificar a capacidade e padronizar o acesso aos arquivos.

A fundação de um data lake funcional

A fundação de um data lake funcional

Um data lake corporativo é uma arquitetura de armazenamento centralizada, projetada para ingerir, reter e processar grandes volumes de dados brutos, estruturados e não estruturados, e um sistema de storage NAS oferece uma base escalável sobre arquivos para essa estrutura, o que simplifica o acesso e a gestão por meio de protocolos de rede padrão como SMB e NFS, e consolida a informação para futuras análises.

O objetivo é criar uma fonte única para a informação. Isso elimina a necessidade de equipes de análise buscarem dados em múltiplos servidores, planilhas ou bancos de dados departamentais.

Um storage NAS recebe nativamente dados baseados em arquivos. Ele simplifica a ingestão de logs, documentos, imagens e exportações tabulares de sistemas legados.

Essa arquitetura centralizada organiza os dados em uma estrutura de diretórios lógica. A equipe de TI define o layout para separar informações por origem, sensibilidade ou departamento.

O resultado é um ambiente onde os dados brutos ficam disponíveis para que ferramentas de ETL, business intelligence e machine learning possam trabalhar de forma mais eficiente.

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Arquitetura de rede e acesso padronizado

A performance de um data lake depende diretamente da infraestrutura de rede. O tráfego entre as fontes de dados, o storage e as plataformas de análise precisa fluir sem gargalos.

A equipe de redes implementa a segregação de tráfego com VLANs. Uma VLAN dedicada para o armazenamento isola as operações de I/O e reduz a contenção com o tráfego regular dos usuários.

Conexões de 10GbE ou superiores são o padrão para essa tarefa. Elas garantem que a ingestão de grandes volumes e as consultas complexas não saturem os links de comunicação.

O acesso aos dados ocorre por protocolos de rede bem estabelecidos. Ambientes com sistemas Windows utilizam SMB, enquanto ecossistemas Linux e Unix usam NFS para montar os volumes de dados.

Um administrador de infraestrutura pode ainda configurar agregação de links (LACP). Essa técnica combina múltiplas portas de rede para aumentar o throughput total e oferecer resiliência em caso de falha de um dos caminhos.

Governança com controle de acesso fino

Governança com controle de acesso fino

O controle é um pilar central em um data lake. Um storage NAS corporativo integra-se diretamente com serviços de diretório como Active Directory e LDAP.

Essa integração permite que o time de TI aplique permissões de acesso granulares. É possível definir quem pode ler, escrever ou modificar dados em cada diretório do repositório.

Um analista de dados de um departamento, por exemplo, pode ter acesso de leitura a um conjunto de dados específico. Ele não consegue alterar ou apagar os arquivos originais.

A trilha de auditoria é outro componente essencial. O sistema de armazenamento registra todas as operações de acesso aos arquivos, incluindo usuário, data, hora e tipo de ação.

Em uma auditoria de conformidade ou investigação de segurança, esses logs são fundamentais. Eles mostram exatamente quem acessou qual informação e quando a ação ocorreu.

Essa camada de controle transforma um simples repositório de arquivos em um ambiente governado. A infraestrutura garante que apenas pessoal autorizado acesse dados sensíveis.

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Proteção contra perda e corrupção de dados

A centralização de dados aumenta a importância da proteção. Um arranjo RAID protege o volume contra a falha física de um ou mais discos, mas não substitui uma política de backup.

A principal ferramenta de proteção operacional é o snapshot. O sistema cria cópias pontuais e imutáveis do estado dos arquivos em um determinado momento.

Se um job de análise corrompe um conjunto de dados ou um usuário apaga um diretório por engano, o administrador do storage restaura a versão anterior a partir de um snapshot em poucos minutos. Isso recupera a integridade dos dados rapidamente.

Snapshots também são uma defesa eficaz contra ransomware. Em caso de ataque, a equipe de TI pode reverter todo o sistema de arquivos para um ponto anterior à infecção, sem pagar resgate.

A estratégia de proteção deve incluir uma cópia externa. A regra de backup 3-2-1 determina a manutenção de três cópias dos dados, em duas mídias diferentes, com uma delas fora do local principal.

O responsável por backup agenda rotinas que transferem os dados do data lake para outro storage, em um site secundário ou em fita, para garantir a recuperação em caso de desastre.

Desempenho para análise de dados

Desempenho para análise de dados

Um data lake enfrenta padrões de I/O mistos e exigentes. A ingestão de dados gera escritas sequenciais massivas, enquanto as consultas analíticas produzem leituras aleatórias e concorrentes.

A arquitetura do storage NAS precisa suportar essa demanda dupla. Um sistema subdimensionado se torna o principal gargalo de todo o ecossistema de dados.

O uso de cache SSD acelera as operações de leitura. O sistema identifica os blocos de dados mais acessados, os "hot data", e os mantém em discos de estado sólido para entregar respostas com baixa latência.

A performance de leitura e escrita sequencial, o throughput, é vital durante a carga de dados. Uma alta taxa de transferência encurta a janela de ingestão e disponibiliza os dados mais rápido para análise.

Durante a execução de consultas, múltiplos nós de processamento acessam o storage simultaneamente. A capacidade do NAS de servir a muitos clientes ao mesmo tempo sem degradação define sua adequação para a tarefa.

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Escalabilidade e limites do modelo

A natureza de um data lake é o crescimento contínuo. Um storage NAS deve oferecer um caminho claro para a expansão de capacidade sem interrupção do serviço.

A maioria dos sistemas permite a adição de novos discos aos arranjos existentes ou a conexão de unidades de expansão. Isso aumenta o espaço disponível de forma previsível.

Essa abordagem, conhecida como scale-up, funciona bem até um certo ponto. Um único par de controladoras tem um limite de processamento e throughput que pode ser atingido.

Quando o volume de dados ou a carga de trabalho ultrapassam a capacidade de um único sistema, a arquitetura precisa evoluir. A limitação aparece cedo em ambientes de altíssima performance.

Para data lakes em escala de petabytes ou com milhares de usuários concorrentes, a indústria adota sistemas de arquivos distribuídos. Nesses casos, a abordagem com um NAS tradicional perde fôlego.

A arquitetura NAS é ideal para empresas de médio e grande porte que precisam consolidar dezenas ou centenas de terabytes com governança e simplicidade operacional.

Planejamento para o crescimento do volume

Planejamento para o crescimento do volume

A implementação de um data lake sobre um storage NAS exige planejamento cuidadoso. A escolha da plataforma de armazenamento impacta diretamente a governança, o desempenho e a escalabilidade do ambiente.

É fundamental projetar a arquitetura de rede, as políticas de acesso e a estratégia de proteção de dados desde o início. Ajustes posteriores em um sistema em produção são sempre mais complexos e custosos.

Uma análise detalhada das fontes de dados e das cargas de trabalho esperadas ajuda a dimensionar a solução corretamente. Converse com os especialistas da Storage House para desenhar uma infraestrutura que suporte suas metas de negócio.

Edgar Carvalho

Edgar Carvalho

Especialista em Storage
"Engenheiro de computação com mais de 12 anos atuando em infraestrutura de TI e soluções de armazenamento, assessoro empresas e integradores na escolha de NAS, DAS, JBOD e soluções all-flash ou híbridas. Com experiência em produtos Qnap, Synology, Infortrend e grandes fabricantes, traduzo especificações técnicas em recomendações práticas para compras e projetos. Comprometo-me com a missão da Storage House."

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