Índice:
- Hardware e chassi do TS-1635AX
- Conectividade da solução NAS
- Expansão por PCIe e longevidade do investimento
- Tiering com SSD, cache e Qtier com foco prático
- Sistema, serviços e integração com ambiente corporativo
- Proteção contra ransomware, auditoria e criptografia
- Solução de backup no TS-1635AX
- VJBOD, expansão e cenários avançados
- Aplicações recomendadas
- Pontos fortes e limitações do TS-1635AX
- Garanta a escolha do servidor NAS ideal para sua empresa
Grandes volumes de arquivos corporativos quase nunca crescem por projeto. Eles crescem por urgência. Quando cada área encontra um jeito próprio de armazenar e compartilhar documentos, a TI herda um mosaico: shares espalhados, permissões inconsistentes, versões duplicadas e rotinas de cópia difíceis de auditar.
Uma exclusão acidental, uma permissão aplicada no lugar errado ou uma falha em um conjunto de discos pode atrasar a restauração de um diretório crítico. Esse atraso pressiona SLAs, interrompe fluxos operacionais e consome horas de trabalho que deveriam ficar reservadas para prevenção, não para emergência.
Nesse contexto, a padronização do armazenamento em um NAS dedicado muda o jogo. A empresa centraliza a gestão de acesso, organiza o ciclo de vida dos arquivos e cria um caminho mais previsível para snapshots, replicação e rotinas de backup.
É exatamente nesse papel que o TS-1635AX se posiciona: um NAS torre de alta densidade, com conectividade 10GbE nativa e arquitetura orientada a tiering com SSD, sem sacrificar a capacidade em HDD.
Hardware e chassi do TS-1635AX
O TS-1635AX é um servidor NAS em formato tower (desktop) com 16 baias, pensado para consolidar arquivos em alta capacidade e acelerar acessos recorrentes com camadas de SSD. O chassi entrega doze baias de 3,5” e adiciona quatro baias de 2,5” em SATA, o que facilita separar “capacidade” e “desempenho” no mesmo equipamento, sem soluções improvisadas.
Além das baias, o modelo incorpora dois slots M.2 SATA no padrão 2280. Esse detalhe sustenta o tema do tiering com mais consistência, porque abre espaço para cache e camadas adicionais sem ocupar as baias de 2,5” que muita gente prefere reservar para SSDs de maior endurance e maior facilidade de substituição.
O processador é um Marvell ARMADA 8040 quad-core de 1,6 GHz, plataforma ARMv8 64-bit. Essa escolha deixa clara a proposta do equipamento: eficiência e estabilidade para tarefas típicas de storage e serviços do QTS, em vez de ambição de servidor x86 para virtualização pesada.
Em memória, o TS-1635AX trabalha com UDIMM DDR4 em um único slot. Ele aparece em versões com 4 GB ou 8 GB e permite expansão até 16 GB. Esse teto não inviabiliza o uso corporativo, mas exige disciplina no dimensionamento quando a empresa pretende ativar múltiplos serviços simultâneos, como indexação, auditoria, snapshots frequentes e rotinas intensas de cópia.
O equipamento traz ainda 512 MB de flash com proteção de sistema em dual boot, um detalhe discreto que tende a ajudar na resiliência do sistema operacional em casos de atualização ou falha de inicialização.
Em “mecânica”, vale registrar: o TS-1635AX é hot-swappable nas baias principais, porém M.2 não entra nesse conceito de troca a quente.
O mesmo cuidado vale para cenários em que SSDs operam via expansão PCIe e para configurações específicas de cache SSD, porque a manutenção desses componentes pede janela e procedimento.

Conectividade da solução NAS
A conectividade é um dos motivos para olhar com atenção para o TS-1635AX. O modelo entrega duas portas 10GbE SFP+ e duas portas Gigabit Ethernet (RJ45), combinação que facilita segmentar tráfego de produção, administração e backup sem criar gambiarras de rede.
Em links 10GbE, o ganho real aparece em três situações: quando múltiplos usuários acessam os mesmos shares ao mesmo tempo, quando jobs de backup precisam fechar janela com previsibilidade e quando a empresa quer reduzir gargalos em rotinas de cópia entre servidores e repositórios centrais. Já as portas 1GbE entram como caminho limpo para gerenciamento, serviços auxiliares ou redes de menor prioridade.
O TS-1635AX também suporta Jumbo Frame e Wake on LAN, recursos que, quando bem usados, ajudam a padronizar operação em ambientes com foco em eficiência de rede e gestão remota.
Nas portas USB, o modelo oferece três portas USB 3.2 Gen 1 e ainda permite adicionar USB 3.2 Gen 2 (10Gbps) por meio de adaptador PCIe, caso o projeto precise de um caminho mais forte para cópias externas ou integrações específicas.
Expansão por PCIe e longevidade do investimento
O desenho do TS-1635AX inclui dois slots PCIe Gen 3, com um slot x2 e um slot x1. Essa expansão amplia o fôlego do projeto, porque permite adaptar o NAS a demandas específicas ao longo do tempo, dentro do limite de lanes previsto pelo modelo.
Na prática, isso abre portas para adicionar funcionalidades como placas QM2 (para M.2 adicionais e, em determinados cenários, conectividade 10GbE), placas de rede sem fio compatíveis e placas de USB 3.2 Gen 2 (10Gbps).
O ponto-chave é simples: o equipamento não nasce “engessado”, e essa flexibilidade costuma pesar positivamente no custo total de propriedade.
Tiering com SSD, cache e Qtier com foco prático
O TS-1635AX foi concebido para trabalhar bem com armazenamento híbrido. Ele combina quatro baias dedicadas de 2,5” com dois slots M.2 SATA 2280, o que permite desenhar camadas de SSD com objetivos diferentes: cache para reduzir latência em arquivos recorrentes, tiering para reorganizar dados conforme padrão de acesso, ou até uma mistura das duas abordagens em volumes e LUNs iSCSI.
Esse tipo de aceleração funciona melhor quando a empresa define com precisão o que é “quente” e o que é “frio”. Diretórios ativos, repositórios de projeto e bancos menores se beneficiam de SSD com consistência.
Já arquivos de retenção, históricos e mídia pouco acessada devem permanecer nos HDDs, sem competir com a camada rápida.
Um cuidado operacional merece atenção: SSD M.2 costuma aquecer com facilidade em rotinas intensas, e uma solução de dissipação bem planejada tende a evitar throttling e queda de desempenho ao longo do tempo. Em ambiente corporativo, esse tipo de detalhe separa o “funciona hoje” do “funciona por anos”.
Sistema, serviços e integração com ambiente corporativo
O TS-1635AX opera com QTS e segue a linha de NAS orientado a aplicativos, com interface web e ecossistema de serviços para arquivo, proteção e integração. No dia a dia, ele se encaixa bem como servidor central de arquivos e como alvo de backups, tanto pelo volume de baias quanto pela presença de 10GbE nativo.
Em compartilhamento, o equipamento atende redes mistas com SMB/CIFS, NFS e AFP, o que facilita o convívio entre Windows, Linux/UNIX e macOS. Em gestão de identidade, a integração com Windows AD e LDAP simplifica o controle de permissões e reduz o trabalho de manter usuários em múltiplos lugares.
Em armazenamento, o modelo suporta volumes Thick, Thin e Static, com limite de pool que pode chegar a 308 TB, volume máximo de 250 TB e pastas compartilhadas com tamanho máximo de 250 TB.
Esses limites, em geral, aparecem mais em projetos que concentram grande retenção e querem previsibilidade de crescimento, com governança para não virar “um único diretório infinito”.

Proteção contra ransomware, auditoria e criptografia
A QNAP posiciona snapshots como camada importante de proteção contra ransomware e acidentes operacionais. O valor real aqui é a capacidade de reverter o estado de dados com rapidez, reduzindo o tempo entre o incidente e a retomada de serviço, seja com snapshots locais, seja em estratégia com replicação remota.
O TS-1635AX também explora criptografia com aceleração por hardware no processador, com suporte a AES-256 em volumes e LUNs. Em projetos que exigem confidencialidade em repouso, isso ajuda a reduzir o “custo” de criptografar, sem transformar o NAS em gargalo por CPU.
A plataforma ainda oferece recursos típicos de endurecimento, como autenticação em duas etapas, filtragem de IP e mecanismos de proteção contra malware, além do controle de permissões por usuário e pasta.
Para empresas com exigência de auditoria, o conjunto faz sentido quando combinado com política clara: quem acessa, quem altera, como logs são retidos e como incidentes são tratados.
Solução de backup no TS-1635AX
Em rotinas de backup e sincronização, o ecossistema do QTS inclui ferramentas que centralizam tarefas para destino local, destino remoto e nuvem.
Um exemplo é o Hybrid Backup Sync, que organiza backup, restauração e sincronização e pode usar deduplicação na origem (QuDedup) para reduzir tempo e espaço em cenários compatíveis.
Na prática, o TS-1635AX tende a ser um bom “ponto de aterrissagem” para backups de servidores e repositórios de arquivos, especialmente quando a empresa quer tirar cargas de cópia da produção e movê-las para um appliance dedicado, com rede 10GbE e camadas SSD para acelerar o que é crítico.

VJBOD, expansão e cenários avançados
O TS-1635AX pode atuar como Virtual JBOD (VJBOD), alocando espaço não utilizado para outro NAS e ajudando a crescer a infraestrutura por camadas.
Para expansão física de capacidade, o modelo também trabalha com gabinetes de expansão compatíveis, o que interessa quando a empresa quer manter a operação no mesmo “bloco” e crescer conforme demanda real.
Para cenários mais específicos, há ainda a possibilidade de adicionar uma placa Fibre Channel compatível e integrar o NAS a um ambiente SAN com target Fibre Channel, mantendo benefícios como snapshots, tiering e cache.
Esse é o tipo de caminho que não aparece em todo projeto, mas agrega valor quando existe uma estratégia SAN já consolidada e o time busca alternativas mais “amigáveis” em custo.
Aplicações recomendadas
O TS-1635AX funciona muito bem como servidor de arquivos centralizado para departamentos e para times que precisam de governança em permissões e organização de shares.
Ele também se encaixa como repositório robusto para backups, com boa densidade de baias e caminho 10GbE para reduzir janelas.
Em workloads mistos, a arquitetura híbrida é o diferencial. Com SSD em 2,5” e M.2, o NAS consegue manter responsividade em diretórios ativos enquanto preserva grande capacidade em HDD, sem transformar tudo em storage caro.
O equipamento também suporta containers (LXC e Docker), o que atende automações e serviços leves. Ainda assim, o posicionamento correto é tratar isso como extensão de funcionalidade, não como substituto de um host de virtualização x86 para VMs completas e cargas pesadas.

Pontos fortes e limitações do TS-1635AX
O grande ponto forte do TS-1635AX é o pacote que ele entrega em torre: 16 baias, 10GbE SFP+ nativo, duas interfaces 1GbE para segmentação e uma arquitetura que realmente aceita SSD de forma estruturada, incluindo M.2. Isso reduz custo por TB e, ao mesmo tempo, preserva espaço para desempenho onde ele importa.
Outra vantagem é a expansão por PCIe, que dá flexibilidade para evoluir o projeto sem trocar o appliance inteiro. Em ambientes que amadurecem com o tempo, essa margem de expansão costuma ser o detalhe que evita uma substituição precoce.
A principal limitação técnica aparece na plataforma ARM e no teto de RAM. O modelo foi desenhado para storage, proteção e serviços do QTS, então a empresa precisa alinhar expectativa quando pensa em cargas que dependem de CPU mais forte, mais memória e compatibilidade x86 ampla.
A alimentação por fonte única em um NAS torre também pede um olhar de arquitetura. Em serviços muito críticos, a decisão correta normalmente passa por redundância em camada superior, replicação e estratégia de recuperação bem desenhada, em vez de tentar transformar um formato desktop em appliance de datacenter.
Garanta a escolha do servidor NAS ideal para sua empresa
O TS-1635AX faz sentido quando a empresa quer consolidar arquivos e backups em um único ponto com governança, rede rápida e uma estratégia realista de tiering.
Ele se destaca quando o projeto combina alta capacidade em HDD com SSD para acelerar o que é ativo, sem pagar o custo de um ambiente all-flash.
A decisão fica mais segura quando você valida três pontos antes de fechar: a topologia de rede (SFP+ e switching), o papel exato da camada SSD (cache, tiering ou ambos) e o conjunto de serviços que o NAS vai carregar ao mesmo tempo, respeitando o teto de RAM.
Fale com nossa equipe para validar a arquitetura e solicitar uma proposta. Um dimensionamento bem-feito alinha rede, camadas SSD, estratégia de snapshots e rotinas de backup ao que a operação realmente precisa, sem surpresas depois que o ambiente entra em produção.

