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Data lake: o que é, como funciona e quando ele faz sentido na infraestrutura de dados

Índice:

Grandes volumes de dados operacionais e de negócio se acumulam em silos distintos dentro da empresa. Essa fragmentação impede que as equipes de análise e inteligência de negócio extraiam valor real da informação disponível.

Análises complexas travam por falta de uma visão unificada dos ativos de informação. Relatórios que poderiam cruzar dados de vendas com logs de aplicação, por exemplo, se tornam projetos caros e demorados.

A infraestrutura de dados precisa de um método para consolidar fontes heterogêneas sem a rigidez da formatação prévia. O modelo tradicional de data warehouse exige que os dados sejam estruturados antes mesmo da ingestão.

Essa exigência operacional abre espaço para uma arquitetura de dados mais flexível e escalável, capaz de lidar com a diversidade de formatos e o crescimento exponencial do volume de informação.

Um repositório central para dados brutos

Um repositório central para dados brutos

Um data lake funciona como um grande repositório centralizado que armazena uma vasta quantidade de dados brutos em seu formato nativo, originados de fontes diversas como bancos de dados transacionais, logs de servidores, streams de cliques, mídias sociais e dispositivos de IoT, mantendo-os disponíveis para processamento e análise futura sem a necessidade de um esquema predefinido.

Diferente de um data warehouse, ele não impõe uma estrutura rígida no momento da escrita. A equipe de TI ingere os dados como eles são, em formatos estruturados, semiestruturados ou não estruturados.

Essa abordagem é conhecida como schema-on-read. A estrutura só é aplicada quando um analista de dados ou um cientista de dados realiza uma consulta para um projeto específico.

Isso oferece uma flexibilidade muito maior para análises exploratórias. Permite que novas perguntas de negócio sejam respondidas com dados que já foram coletados, mesmo que o propósito original da coleta fosse outro.

A infraestrutura de um data lake elimina a necessidade de silos de dados departamentais. Todas as informações da empresa ficam consolidadas em um único local lógico, o que simplifica a governança e o acesso.

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Arquitetura de ingestão e armazenamento

A arquitetura de um data lake é tipicamente construída sobre sistemas de armazenamento escaláveis. O armazenamento de objetos é uma escolha bastante comum para essa finalidade.

Ele oferece baixo custo por terabyte e alta durabilidade. Sua capacidade de expansão praticamente ilimitada acomoda o crescimento de dados sem grandes redesenhos de infraestrutura.

O processo de ingestão de dados move a informação das fontes originais para o data lake. Ferramentas de ETL ou ELT executam essa tarefa, seja em lotes agendados ou em tempo real.

Para fluxos contínuos de dados, como os gerados por sensores de IoT ou logs de aplicação, a equipe de infraestrutura utiliza plataformas de streaming. Elas garantem que os dados cheguem ao repositório com baixa latência.

A rede precisa suportar esse tráfego de ingestão massivo. É comum a segregação do tráfego de ingestão e do tráfego de consulta em VLANs distintas para evitar que uma operação impacte a outra.

Governança de acesso e catalogação

Governança de acesso e catalogação

Um data lake sem governança se transforma rapidamente em um pântano de dados. Os arquivos se acumulam sem contexto, o que torna a descoberta e o uso da informação quase impossíveis.

A implementação de um catálogo de dados é fundamental. Ele funciona como um inventário de metadados para todos os ativos de informação armazenados no lago.

O catálogo registra a origem de cada conjunto de dados e documenta seu formato. Ele também rastreia o histórico de transformações aplicadas à informação.

O controle de acesso é outra peça central da governança. As políticas de segurança definem com precisão quem pode ler, escrever ou modificar cada conjunto de dados.

Essas permissões são frequentemente integradas a serviços de diretório corporativos, como Active Directory ou LDAP. Isso centraliza a gestão de identidades e garante que as regras de acesso sigam os padrões da empresa.

A auditoria de acesso se torna mais simples. O sistema registra todas as operações de leitura e escrita, o que gera uma trilha completa para fins de conformidade e segurança da informação.

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Disponibilidade e proteção dos dados

Os dados armazenados em um data lake são ativos críticos para o negócio. A proteção contra perda de dados e a garantia de disponibilidade são responsabilidades da equipe de infraestrutura.

A maioria das plataformas de armazenamento de objetos inclui mecanismos de redundância nativos. O sistema distribui e replica os dados entre múltiplos discos e servidores.

Essa arquitetura protege a informação contra falhas de hardware. A perda de um ou mais discos não resulta em indisponibilidade ou perda de dados.

O versionamento de objetos é outro recurso importante. Ele mantém cópias de versões anteriores de um arquivo, o que permite a recuperação em caso de exclusão acidental ou corrupção.

Apesar dessas proteções, um plano de backup formal continua sendo necessário. Uma cópia externa dos dados mais críticos e do catálogo de metadados garante a recuperação em um cenário de desastre de grande escala.

Desempenho em consultas e processamento

Desempenho em consultas e processamento

O desempenho de um data lake não depende apenas da camada de armazenamento. Ele é fortemente influenciado pelos motores de processamento e consulta utilizados.

Ferramentas de processamento distribuído, como Apache Spark, conseguem ler e transformar petabytes de dados diretamente do repositório. Elas executam as tarefas em um cluster de servidores para acelerar o trabalho.

Para consultas interativas, os analistas usam motores de SQL-on-Hadoop como Presto ou Apache Impala. Essas ferramentas permitem que se use a linguagem SQL familiar para explorar dados não estruturados.

A performance das consultas melhora com o uso de formatos de arquivo colunares. Formatos como Apache Parquet e ORC organizam os dados de maneira otimizada para cargas de trabalho analíticas.

Eles reduzem a quantidade de I/O necessária para cada consulta. O motor lê apenas as colunas relevantes para a análise, e não o arquivo inteiro.

A concorrência por recursos ainda é um desafio. Múltiplos usuários e aplicações acessando o data lake simultaneamente podem gerar disputas por I/O de rede e capacidade de processamento.

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Casos de uso e limites práticos

O data lake se destaca em cenários que exigem análise sobre grandes volumes de dados diversos. Ele é a base para projetos de big data e machine learning.

Equipes de ciência de dados o utilizam para treinar modelos preditivos. Eles têm acesso a todo o histórico de dados brutos para encontrar padrões e correlações.

Outra aplicação comum é a análise de logs para detecção de anomalias de segurança. O sistema consolida logs de firewalls, servidores e aplicações para uma investigação centralizada.

No entanto, o data lake não é a solução para todos os problemas de dados. Para relatórios de negócio padronizados e com baixa latência, um data warehouse tradicional ainda é mais eficiente.

Sua flexibilidade tem um custo em complexidade. A gestão de um data lake exige uma equipe com habilidades especializadas em engenharia de dados, governança e segurança.

Ele não substitui bancos de dados transacionais. Sistemas OLTP que exigem alta consistência e escritas rápidas para operações do dia a dia permanecem em suas próprias plataformas.

Análise de infraestrutura e próximos passos

Análise de infraestrutura e próximos passos

Adotar uma arquitetura de data lake é uma decisão estratégica de infraestrutura. Ela vai muito além da simples compra de um produto de armazenamento.

Um projeto bem-sucedido começa com um caso de uso de negócio claro e um plano de governança sólido. Sem esses pilares, o investimento corre o risco de não gerar o retorno esperado.

A escolha da plataforma de armazenamento e o desenho da arquitetura de ingestão são etapas críticas. Converse com os especialistas da Storage House para alinhar a solução de infraestrutura aos seus objetivos de dados.

Edgar Carvalho

Edgar Carvalho

Especialista em Storage
"Engenheiro de computação com mais de 12 anos atuando em infraestrutura de TI e soluções de armazenamento, assessoro empresas e integradores na escolha de NAS, DAS, JBOD e soluções all-flash ou híbridas. Com experiência em produtos Qnap, Synology, Infortrend e grandes fabricantes, traduzo especificações técnicas em recomendações práticas para compras e projetos. Comprometo-me com a missão da Storage House."

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