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Como funciona um data lake e qual seu papel no armazenamento de grandes volumes de dados?

Índice:

Empresas acumulam volumes massivos de dados gerados por sistemas de produção, logs de aplicação e dispositivos de IoT.

Os data warehouses tradicionais exigem que esses dados sejam estruturados antes da ingestão, um processo caro e lento.

Essa rigidez leva equipes de análise a descartar informações valiosas ou a atrasar projetos de inteligência de negócio.

A necessidade de um repositório central que aceite dados brutos em seu formato nativo se torna uma prioridade de arquitetura.

O papel do data lake na infraestrutura

O papel do data lake na infraestrutura

Um data lake centraliza o armazenamento de dados brutos e processados de múltiplas fontes, desde logs de sistema e telemetria de sensores até registros de transações e arquivos de mídia, para criar uma fonte única que suporta análises avançadas, machine learning e relatórios de business intelligence sem a rigidez de um schema pré-definido.

Diferente de um data warehouse, ele adota a abordagem de schema-on-read.

Isso significa que a estrutura dos dados é definida no momento da consulta, não no momento da ingestão.

A infraestrutura armazena os dados em seu formato original. Essa prática preserva todo o contexto da informação para análises futuras e exploratórias.

Com isso, equipes de ciência de dados podem investigar hipóteses sem depender de um modelo de dados pré-aprovado.

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Arquitetura e ingestão de dados

A arquitetura de um data lake normalmente se divide em camadas de armazenamento, processamento e acesso.

A camada de armazenamento frequentemente utiliza sistemas de object storage por sua escalabilidade e custo-benefício. Em ambientes on-premises, sistemas NAS de alta capacidade cumprem essa função.

A ingestão de dados ocorre por meio de processos em lote ou streaming em tempo real.

Jobs de ETL ou ELT transferem grandes volumes de dados de bancos de dados legados e servidores de arquivos durante janelas de baixa atividade.

Ferramentas de streaming capturam eventos contínuos de aplicações e sensores. A rede de dados precisa de alto throughput para suportar essa carga sem gerar contenção.

O time de redes pode usar VLANs para segregar o tráfego de ingestão e proteger a performance de outros serviços.

Governança, segurança e controle de acesso

Governança, segurança e controle de acesso

Sem uma governança de dados rigorosa, um data lake se transforma em um pântano de dados (data swamp).

A criação de um catálogo de dados é fundamental. Ele registra metadados sobre cada conjunto de dados, sua origem, seu formato e sua qualidade.

Essa estrutura facilita a descoberta e o uso correto da informação pelas equipes.

O controle de acesso precisa ser granular e baseado em políticas. O sistema integra-se a serviços de diretório como Active Directory e LDAP para autenticar usuários.

Assim, a equipe de segurança define permissões específicas para cada departamento ou projeto.

Toda consulta e toda modificação de dados são registradas em logs de auditoria. Isso garante a rastreabilidade operacional e atende a requisitos de conformidade.

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Processamento e análise dos dados

O valor de um data lake se materializa na camada de processamento.

Motores de processamento distribuído, como Apache Spark ou Presto, executam consultas sobre os dados armazenados.

Essas ferramentas leem os dados diretamente do repositório, aplicam um schema durante a execução e entregam o resultado para aplicações de análise.

Um analista de business intelligence pode executar consultas SQL em dados já curados e agregados. A consulta retorna resultados de forma ágil.

Ao mesmo tempo, um cientista de dados explora os mesmos dados em seu estado bruto para treinar modelos de machine learning.

Essa flexibilidade permite que múltiplos times e casos de uso coexistam sobre a mesma base de dados centralizada.

Desempenho em operações de larga escala

Desempenho em operações de larga escala

O desempenho em um data lake depende da interação entre armazenamento, rede e poder computacional.

A infraestrutura de armazenamento deve fornecer alto throughput de leitura paralela para alimentar os nós de processamento.

Uma rede de 10GbE ou superior entre o storage e os servidores de computação é comum para evitar gargalos de I/O.

O uso de formatos de arquivo colunares, como Apache Parquet ou ORC, acelera drasticamente as consultas analíticas.

Esses formatos organizam os dados por coluna, não por linha, e reduzem a quantidade de informação que o motor de consulta precisa ler do disco.

A partição de dados por data ou por categoria é outra técnica essencial. Ela limita o escopo da varredura e melhora o tempo de resposta das consultas.

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Limites e desafios da implementação

Um data lake não substitui um banco de dados transacional (OLTP). Ele foi projetado para cargas de trabalho analíticas, não para transações de alta frequência.

A complexidade de implementação é um desafio real. O projeto exige conhecimento especializado em engenharia de dados, sistemas distribuídos e governança.

Sem um plano de governança claro desde o início, o risco de criar um data swamp é bastante consistente.

Os custos de computação e transferência de dados podem crescer rapidamente se não forem monitorados.

O acesso aos dados também não é trivial como em um servidor de arquivos. Ele requer o uso de ferramentas de consulta e programação específicas.

Por isso, o treinamento das equipes de análise e de TI é parte crucial do projeto.

Próximos passos para sua infraestrutura

Próximos passos para sua infraestrutura

Implementar um data lake é uma decisão estratégica que vai além da escolha de uma tecnologia ou produto.

O sucesso do projeto depende de um planejamento cuidadoso de governança, segurança e das competências técnicas necessárias para sua operação.

Uma conversa com especialistas em infraestrutura de dados ajuda a desenhar uma arquitetura alinhada aos objetivos de negócio e a evitar armadilhas comuns. Fale com a equipe da Storage House.

Edgar Carvalho

Edgar Carvalho

Especialista em Storage
"Engenheiro de computação com mais de 12 anos atuando em infraestrutura de TI e soluções de armazenamento, assessoro empresas e integradores na escolha de NAS, DAS, JBOD e soluções all-flash ou híbridas. Com experiência em produtos Qnap, Synology, Infortrend e grandes fabricantes, traduzo especificações técnicas em recomendações práticas para compras e projetos. Comprometo-me com a missão da Storage House."

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