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Armazenamento iSCSI para virtualização: o que avaliar antes de implantar

Índice:

A consolidação de máquinas virtuais em poucos hosts físicos cria ilhas de armazenamento direto com baixa previsibilidade de crescimento.

Essa arquitetura descentralizada gera disputas por I/O e complica a migração de workloads entre servidores físicos. A manutenção de um host exige o desligamento das máquinas virtuais residentes nele.

A necessidade de mover máquinas virtuais sem downtime e de gerenciar a capacidade de forma central impulsiona a adoção de armazenamento compartilhado.

Nesse contexto, o armazenamento em bloco sobre redes Ethernet se apresenta como uma alternativa técnica e financeiramente coerente para a infraestrutura de virtualização.

O papel do iSCSI na infraestrutura virtual

O papel do iSCSI na infraestrutura virtual

O protocolo iSCSI transporta comandos de armazenamento em bloco sobre redes TCP/IP e permite que um storage central apresente volumes, conhecidos como LUNs, diretamente para os hipervisores de um cluster, simulando um disco local conectado ao servidor. Essa abordagem centraliza a gestão dos datastores em ambientes VMware vSphere ou Hyper-V e desacopla o armazenamento dos hosts de computação, o que viabiliza a movimentação de máquinas virtuais entre eles sem interrupção de serviço.

A principal função dessa estrutura é consolidar o espaço. Ela transforma múltiplos discos locais em um pool de recursos unificado.

O administrador do hipervisor ganha agilidade para provisionar, expandir ou remover capacidade de armazenamento. Ele executa essas tarefas sem intervenção física nos servidores.

Essa centralização também simplifica as rotinas de proteção de dados. Os jobs de backup e as políticas de snapshot atuam sobre um alvo único e conhecido.

Assim, o iSCSI estabelece uma base de infraestrutura mais flexível. Isso reduz a complexidade operacional na gestão do ciclo de vida das máquinas virtuais.

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Rede dedicada e arquitetura de conexão

A implementação de iSCSI em produção exige uma infraestrutura de rede robusta e segregada. O tráfego de armazenamento nunca deve competir com o tráfego de usuários, de gerenciamento ou de vMotion.

A prática padrão é usar uma VLAN dedicada ou switches físicos separados para o tráfego iSCSI. Isso isola os pacotes de armazenamento e garante uma banda mais previsível.

Redes de 1GbE podem funcionar para ambientes pequenos. Contudo, a infraestrutura de 10GbE ou superior se torna o padrão para evitar gargalos.

O time de redes precisa habilitar Jumbo Frames em toda a cadeia de conexão. Isso aumenta o payload de cada pacote de 1500 para 9000 bytes e reduz o overhead de processamento em switches e adaptadores.

Para redundância e agregação de performance, o administrador configura o MPIO (Multi-Path I/O). O MPIO estabelece múltiplas sessões entre o iniciador no host e o alvo no storage, distribuindo a carga e mantendo a conexão ativa se um dos caminhos falhar.

Controle de acesso e governança de volumes

Controle de acesso e governança de volumes

Em um ambiente de armazenamento compartilhado, o controle de acesso é fundamental para a integridade operacional. A infraestrutura precisa garantir que cada host acesse apenas os volumes designados para ele.

O principal mecanismo de controle é o LUN Masking. Essa técnica restringe a visibilidade das LUNs a iniciadores iSCSI específicos, identificados por seu IQN (iSCSI Qualified Name).

Um analista de infraestrutura configura as políticas de mascaramento no storage. Ele mapeia cada LUN para o IQN do host ou do cluster que deve utilizá-la.

Essa segregação impede que um servidor provisione acidentalmente um datastore que pertence a outro ambiente. A falha nesse controle pode causar corrupção massiva de dados.

Como camada adicional, a autenticação CHAP (Challenge-Handshake Authentication Protocol) valida a identidade do iniciador e do alvo. O processo usa um segredo compartilhado para autorizar o estabelecimento da sessão iSCSI e reforça a segurança do acesso.

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Proteção de dados e estratégias de recuperação

O armazenamento iSCSI centralizado serve como base para políticas de proteção de dados mais eficientes. Ele simplifica a execução de snapshots e backups de máquinas virtuais.

O hipervisor interage com o storage para orquestrar snapshots consistentes com as aplicações. Esses snapshots criam pontos de recuperação rápidos para reverter falhas lógicas ou atualizações mal-sucedidas.

Muitos sistemas de armazenamento trazem sua própria tecnologia de snapshot. Ela opera de forma independente do hipervisor e, por vezes, com maior eficiência de espaço.

É importante lembrar que snapshot não é backup. Ele registra apenas as alterações em um volume e permanece dependente dos discos originais, o que o torna vulnerável a falhas de hardware ou a um ataque de ransomware que cifre os dados base.

A rotina de backup corporativo precisa copiar os dados das máquinas virtuais para um repositório secundário e, idealmente, para uma localidade externa. A centralização em um storage iSCSI facilita essa tarefa, pois o software de backup se conecta a um único ponto para proteger dezenas de VMs.

Desempenho sob carga e disputa de I/O

Desempenho sob carga e disputa de I/O

O desempenho de um datastore iSCSI é medido principalmente em IOPS e latência. A experiência final do usuário depende da capacidade do storage de atender a múltiplas requisições de leitura e escrita simultaneamente.

A disputa de I/O é um problema comum em ambientes mal dimensionados. Ela ocorre quando máquinas virtuais com perfis de carga muito diferentes compartilham a mesma LUN e os mesmos discos físicos.

Um servidor de banco de dados com escrita intensa pode degradar a performance de um servidor de arquivos com leitura sequencial. O administrador do sistema monitora a fila de disco e a latência para identificar esses gargalos.

A arquitetura do storage tem impacto direto no resultado. Um arranjo com mais discos (spindles) ou com discos SSD entrega mais IOPS e menor latência. O nível de RAID escolhido também influencia a performance de escrita e a resiliência do conjunto.

Para workloads sensíveis à latência, a separação em LUNs com perfis de disco distintos é uma prática recomendada. Isso isola o impacto de VMs ruidosas e garante previsibilidade para os serviços críticos.

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Aplicações adequadas e limites do protocolo

O iSCSI se destaca como infraestrutura de armazenamento para servidores. Sua principal aplicação é fornecer datastores para hipervisores como VMware vSphere e Microsoft Hyper-V.

Ele também funciona bem para apresentar armazenamento em bloco para servidores de banco de dados, servidores de aplicação e clusters que precisam de discos compartilhados.

Sua natureza de bloco, no entanto, o torna inadequado para compartilhamento de arquivos entre usuários finais. O protocolo não tem inteligência de sistema de arquivos, permissões de acesso em nível de arquivo ou mecanismos de travamento que protocolos como SMB ou NFS oferecem.

Tentar usar uma LUN iSCSI como um compartilhamento de rede para múltiplos computadores sem um sistema de arquivos de cluster leva à corrupção de dados. Cada sistema operacional tentaria gerenciar o volume de forma independente.

O limite de performance, por sua vez, está quase sempre ligado à rede. Um ambiente iSCSI sobre uma rede de 1GbE congestionada ou mal configurada apresentará latência alta e throughput baixo, o que afeta diretamente todas as máquinas virtuais.

Planejamento e arquitetura da solução

Planejamento e arquitetura da solução

A adoção do armazenamento iSCSI para virtualização exige um planejamento cuidadoso da infraestrutura de rede e da capacidade do storage.

O projeto deve prever segregação de tráfego, redundância de caminhos e uma análise detalhada dos perfis de I/O das máquinas virtuais para evitar gargalos de desempenho.

Uma implementação bem-sucedida simplifica a gestão, melhora a disponibilidade dos serviços e prepara o ambiente para crescer de forma ordenada. Para discutir a arquitetura ideal para seu datacenter, converse com os especialistas da Storage House.

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