Como dimensionar um storage NAS para o volume de dados da empresa

Índice:

A compra de um storage NAS baseada apenas no volume de dados atual cria uma falsa sensação de segurança.

Sem uma análise de crescimento e perfil de acesso, a infraestrutura logo apresenta gargalos de desempenho e estoura janelas de backup.

Isso força a equipe de TI a repensar a aquisição de armazenamento como um projeto de infraestrutura.

Um dimensionamento correto considera capacidade, desempenho, proteção e crescimento futuro de forma integrada.

O impacto do dimensionamento incorreto

O impacto do dimensionamento incorreto

Dimensionar um storage NAS para o ambiente corporativo vai além de calcular o volume de dados existente, pois envolve analisar o perfil de acesso dos usuários, as demandas de IOPS das aplicações e as janelas para rotinas de backup e replicação, e um erro nesse cálculo inicial compromete a disponibilidade dos serviços e a integridade da proteção de dados.

Um sistema subdimensionado em capacidade ou desempenho rapidamente causa lentidão no acesso a arquivos compartilhados.

O time de infraestrutura começa a receber chamados sobre travamentos em aplicações e falhas em jobs de backup noturnos.

Por outro lado, o superdimensionamento representa um desperdício de orçamento. Esse capital poderia ser alocado em outras frentes de modernização da TI.

O objetivo é encontrar um equilíbrio técnico e financeiro. Ele sustenta a operação atual e acomoda o crescimento previsto sem excessos.

A decisão errada em qualquer direção gera custos. Seja pela perda de produtividade ou pelo investimento ocioso em racks.

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Análise do volume de dados atual

O primeiro passo é mapear o volume de dados de cada departamento e aplicação. Isso inclui servidores de arquivos, bancos de dados e máquinas virtuais.

Um analista de infraestrutura precisa levantar não apenas o espaço total consumido. Ele deve entender a taxa de crescimento mensal e anual.

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A equipe de TI precisa analisar o histórico de crescimento para projetar a demanda futura com mais precisão.

Políticas de retenção de dados e a frequência de snapshots também consomem capacidade de armazenamento. Essa variável é frequentemente ignorada em cálculos preliminares.

O resultado desse levantamento é a base para o cálculo da capacidade bruta necessária. A partir daqui, entram outras variáveis operacionais.

Desempenho, rede e acesso simultâneo

Desempenho, rede e acesso simultâneo

A capacidade em terabytes é apenas uma parte da equação. Ela não diz nada sobre a velocidade de acesso.

O número de usuários e a natureza das aplicações definem a demanda por IOPS e throughput. Um servidor de arquivos para centenas de usuários tem um perfil de I/O diferente de um datastore para virtualização.

A infraestrutura de rede precisa suportar o tráfego gerado pelo storage NAS. Um link de 1GbE pode virar um gargalo em operações de backup ou acesso massivo.

Em ambientes maiores, o time de redes segrega o tráfego de armazenamento em uma VLAN dedicada. Isso garante previsibilidade e isola o I/O de outros serviços.

Um NAS com múltiplas portas de rede permite agregar links para aumentar o throughput e fornecer redundância.

O dimensionamento deve prever os picos de carga. A performance precisa ser consistente durante o horário comercial e nas janelas de manutenção.

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RAID, snapshots e a capacidade útil

A configuração de RAID escolhida impacta diretamente a capacidade útil e a resiliência do sistema. Arranjos como RAID 6 oferecem maior proteção contra falha de disco, mas sacrificam uma porção maior da capacidade bruta.

O administrador do sistema precisa entender essa troca. A proteção tem um custo em espaço de disco.

O administrador de infraestrutura sabe que RAID protege contra falha de hardware. Ele não protege contra exclusão acidental, corrupção de arquivos ou ransomware.

A política de snapshots, essencial para recuperação rápida, consome espaço adicional. O volume cresce com a frequência e o período de retenção das cópias.

A capacidade líquida real é o resultado da capacidade bruta. Subtrai-se o espaço consumido por RAID e a reserva para snapshots.

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Integração com backup e virtualização

Integração com backup e virtualização

Muitas empresas usam um storage NAS como destino centralizado para rotinas de backup. Essa centralização simplifica a gestão e a recuperação de dados.

O volume total de backups e a política de retenção determinam uma grande parte do dimensionamento. A primeira cópia completa e os incrementais diários ocupam um espaço considerável.

Em ambientes de virtualização, o NAS pode servir datastores para hipervisores como VMware ou Hyper-V via NFS ou iSCSI.

Nesse caso, a latência e o IOPS do storage afetam diretamente o desempenho de todas as máquinas virtuais hospedadas. A disputa por I/O se torna um problema real.

Consolidar muitos workloads em um único datastore mal dimensionado amplia o impacto de qualquer degradação de performance. O serviço de várias aplicações pode reiniciar ou travar.

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Estratégias para expansão futura

Um bom projeto de armazenamento já nasce com um plano de expansão. O crescimento do volume de dados é uma certeza operacional.

O sistema deve permitir a adição de discos ou a conexão de unidades de expansão sem uma parada longa. A continuidade do negócio depende disso.

O time de operações precisa manter a disponibilidade dos serviços durante o processo de expansão. Isso exige um hardware com projeto adequado para trocas e ampliações.

A arquitetura do storage NAS define a facilidade e o custo dessa expansão. Alguns modelos possuem limites rígidos que forçam uma troca completa de equipamento.

O planejamento de crescimento evita a necessidade de uma migração complexa e arriscada em um futuro próximo. Migrações de dados em produção sempre trazem riscos.

Revisão do projeto de armazenamento

Revisão do projeto de armazenamento

Dimensionar um storage NAS é uma tarefa técnica que equilibra múltiplas variáveis operacionais e financeiras.

A experiência da equipe de TI com o perfil de carga da empresa é fundamental para refinar os cálculos e ajustar as projeções.

Conversar com especialistas que lidam com diferentes cenários de infraestrutura ajuda a validar o projeto e a evitar erros comuns que só aparecem em produção.

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Edgar Carvalho

Edgar Carvalho

Especialista em Storage
"Engenheiro de computação com mais de 12 anos atuando em infraestrutura de TI e soluções de armazenamento, assessoro empresas e integradores na escolha de NAS, DAS, JBOD e soluções all-flash ou híbridas. Com experiência em produtos Qnap, Synology, Infortrend e grandes fabricantes, traduzo especificações técnicas em recomendações práticas para compras e projetos. Comprometo-me com a missão da Storage House."

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